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Proteção de dados nas empresas: LGPD não é apenas uma questão de tecnologia

Quando se fala em LGPD, é comum pensar imediatamente em computadores, senhas, antivírus e sistemas de segurança.

Esses elementos são importantes.

Mas proteção de dados vai muito além da tecnologia.

Pessoas também fazem parte da segurança

Imagine uma empresa com excelentes sistemas de proteção.

Agora imagine que um funcionário envia por engano uma planilha contendo dados pessoais para o destinatário errado.

O problema não aconteceu porque o computador não tinha tecnologia suficiente.

A falha aconteceu em um processo humano.

Por isso, proteção de dados precisa envolver toda a organização.

Onde os dados estão?

Uma empresa pode armazenar informações pessoais em vários lugares:

  • computadores;
  • sistemas internos;
  • servidores;
  • e-mails;
  • documentos físicos;
  • aplicativos;
  • plataformas contratadas;
  • dispositivos móveis.

Antes de proteger uma informação, é necessário saber onde ela está.

Quem tem acesso?

Outro ponto importante é o controle de acesso.

Nem toda pessoa dentro de uma organização precisa ter acesso a todas as informações.

A definição de permissões pode reduzir riscos e ajudar a proteger dados contra acessos indevidos.

O fator humano

Treinamento também é importante.

Funcionários precisam compreender procedimentos básicos de segurança e privacidade.

Por exemplo:

O que fazer ao receber um documento contendo dados pessoais?

Quem pode acessar determinado sistema?

Como deve ser compartilhada uma informação?

O que fazer diante de um incidente?

Perguntas simples podem fazer parte de uma política de proteção de dados.

LGPD envolve governança

Uma organização que busca adequação à LGPD precisa olhar para seus processos.

Isso pode envolver políticas internas, contratos, procedimentos, controles, segurança da informação e definição de responsabilidades.

Não existe uma única ferramenta capaz de resolver todas essas questões.

A proteção de dados precisa fazer parte da cultura

Uma empresa pode criar documentos e políticas.

Mas, se ninguém seguir essas orientações, elas terão pouco efeito prático.

A proteção de dados precisa fazer parte da rotina.

É uma responsabilidade que envolve diferentes áreas e pessoas.

Privacidade como parte da confiança

Em uma economia cada vez mais digital, a maneira como uma empresa trata informações pessoais também demonstra como ela lida com responsabilidade.

Proteger dados não é apenas cumprir uma obrigação legal.

É também compreender que, por trás de cada informação, existe uma pessoa.

O Vinicius Briglia Advocacia, com atuação em Ilhéus e região, também trabalha com questões relacionadas ao Direito de Família e Sucessões, incluindo demandas que envolvem patrimônio, organização familiar e planejamento sucessório. A atuação nessa área considera as particularidades de cada situação e as normas aplicáveis, buscando oferecer orientação jurídica adequada para a compreensão dos direitos, deveres e possibilidades previstos na legislação.

Para refletir

Quando pensamos em proteção de dados, normalmente lembramos da tecnologia.

Mas será que o maior desafio para proteger informações está nos sistemas ou nas atitudes das pessoas que utilizam esses sistemas?

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