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A inteligência artificial está transformando a advocacia

A inteligência artificial deixou de ser assunto restrito aos filmes de ficção científica. Ela já está presente no nosso dia a dia, desde ferramentas que ajudam a organizar informações até sistemas capazes de analisar grandes volumes de documentos em poucos segundos.

No Direito, essa transformação também já começou.

Mas uma pergunta é importante: o que acontece quando a inteligência artificial passa a fazer parte da rotina da advocacia?

O que é inteligência artificial?

De forma simples, inteligência artificial é o conjunto de tecnologias capazes de realizar tarefas que normalmente exigiriam algum tipo de raciocínio humano, como identificar padrões, organizar informações, interpretar textos e produzir respostas.

IHoje, existem ferramentas capazes de analisar documentos, localizar informações em grandes bases de dados, auxiliar na organização de processos e apoiar diversas atividades profissionais.

Isso não significa que a máquina passou a substituir o profissional.

Significa que novas ferramentas passaram a fazer parte do trabalho.

Como a IA pode ajudar no Direito?

A quantidade de informações existente no universo jurídico é enorme.

Leis, decisões judiciais, contratos, documentos, regulamentos e inúmeros outros materiais precisam ser analisados diariamente.

Nesse cenário, a inteligência artificial pode auxiliar em tarefas como:

  • organização de documentos;
  • localização de informações;
  • análise inicial de grandes volumes de dados;
  • identificação de padrões;
  • automação de tarefas repetitivas;
  • apoio à pesquisa jurídica;
  • organização de informações.

O ganho pode estar principalmente no tempo dedicado às atividades que exigem análise humana.

A inteligência artificial pode substituir o advogado?

Não é essa a lógica.

Uma ferramenta tecnológica pode apresentar informações, identificar padrões ou produzir um determinado conteúdo. Mas isso não significa que ela compreenda todas as particularidades de uma situação concreta.

O Direito não é formado apenas por palavras encontradas em documentos.

Existem contexto, interpretação, estratégia, responsabilidade profissional, princípios jurídicos e, principalmente, pessoas envolvidas.

Uma informação produzida por uma ferramenta precisa ser analisada e conferida antes de ser utilizada.

O risco de confiar cegamente na tecnologia

Um dos principais desafios da inteligência artificial é justamente a confiança excessiva.

Sistemas de IA podem apresentar informações incorretas ou interpretar determinado conteúdo de maneira inadequada.

No ambiente jurídico, um erro pode ter consequências importantes.

Por isso, a tecnologia deve ser entendida como instrumento de apoio, e não como substituta da análise profissional.

O próprio Provimento 205/2021 da OAB admite o uso de ferramentas tecnológicas para tornar a atividade profissional mais eficiente, mas ressalta que elas não devem eliminar a imagem, o poder decisório e a responsabilidade do advogado.

Tecnologia e responsabilidade

O avanço tecnológico traz uma nova realidade para a advocacia.

O profissional precisa compreender as possibilidades oferecidas pela tecnologia, mas também conhecer seus limites.

A questão não é simplesmente usar ou não usar inteligência artificial.

É saber quando utilizar, como utilizar e, principalmente, como verificar aquilo que foi produzido pela ferramenta.

A tecnologia pode acelerar processos. A responsabilidade, entretanto, continua sendo humana.

Para refletir

A inteligência artificial pode transformar profundamente a maneira como o Direito é praticado. Mas quanto mais poderosa se torna a tecnologia, maior também precisa ser o cuidado com a informação, a ética e a responsabilidade.

Na sua opinião, até onde a inteligência artificial deve participar das decisões que envolvem direitos e interesses das pessoas?

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